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POR QUE FAZEMOS REVISTAS

O design editorial, a mídia impressa e a revista estão em alta! O núcleo DSG Editorial, do Design HUB do curso de gradução em Design-ESPM, é especializado e dedicado a projetos editoriais

O design editorial, a mídia impressa e a revista estão em alta! O núcleo DSG Editorial, do Design HUB do curso de gradução em Design-ESPM, é especializado e dedicado a projetos editoriais

POR DSG EDITORIAL

A revista &DESIGN reúne dois ativos preciosos do contemporâneo: as teias de relações –entre quem faz design, arte e cultura popular– e a mídia impressa. Num mundo tomado por relações líquidas e digitais, ligeiras e achatadas pelo brilho das telas, ler uma revista impressa, cuja vocação é esparramar ideias e artefatos, torna-se uma experiência de reconexão.

A busca por uma vida offline se firmou como alternativa à estafa digital –e como novo luxo. A característica tátil, sinestésica, e a conexão emocional com o objeto têm revitalizado a prática editorial e a produção gráfica, que articulam uma cadeia altamente especializada: fotografia, impressão, edição, design, encadernação, tipografia, silk, ilustração autoral. Um movimento que o professor do curso de Design-espm, artista gráfico e tipógrafo Marcos Mello denomina de i.a. –Inteligência Artesanal.

O design estratégico é o dna do curso de Design-espm; ao lado do universo digital, incorporamos a i.a. –Inteligência Artificial e a comunicação em rede. Mas é igualmente com foco no pensamento crítico e na força da criatividade que nossa formação contempla antropologia, história da arte e do design, filosofia e, sobretudo, os fundamentos da linguagem visual: tipografia, composição, diagramação, cor, direção de arte, produção gráfica e as ferramentas para seu domínio.

Acreditamos na formação de um designer que elabora a visão geral e estratégica de um projeto e que sabe gerenciar times interdisciplinares, liderando diretores de arte, redatores e designers para um conceito unificado. Quando o Núcleo dsg Editorial, braço editorial do Design hub, recebeu o convite para desenhar a edição 7 da revista &DESIGN –um convite irrecusável do nosso mestre, Prof. Eddy–, o design editorial já vivia uma pequena primavera. A Hermès lançava a revista Le Monde d’Hermès, editada em português pela primeira vez no Brasil, celebrando o impresso como ativação da marca. A icônica Esquire publicava sua edição brasileira, voltada ao público masculino de alta renda, com parcerias robustas com marcas de luxo. Ironicamente, a Microsoft lançava a Signal, com seleta tiragem de 1500 exemplares, focada em líderes, i.a., estratégia corporativa e inovação. E o Hinge, app de relacionamento, produzia a versão impressa do No Ordinary Love, uma antologia de histórias reais de encontros amorosos transformada em literatura por autores consagrados e moderninhos.

Esse movimento pulsante exige dos profissionais formação sólida em design editorial: micro e macrotipografia, tipografia aplicada, ergonomia, direção de arte, fotografia, ilustração, lettering, infografia e produção gráfica. Não apenas para o designer editorial, mas como fundamento essencial para qualquer atuação em design. A habilidade de organizar conteúdos complexos, definir hierarquias, estabelecer fluxos de leitura e elaborar narrativas visuais –competências estruturadas no design editorial– transborda para a arquitetura da informação, a gestão estratégica, o desenvolvimento e a entrega de projetos complexos.

PAUTAS E ADEQUAÇÃO DO PROJETO GRÁFICO

A parceria da revista com a espm incluiu propostas de pautas para esta edição. Organizamos em dez temas: design especulativo, design estratégico, design de impacto socioambiental, cadeia de valor, modelos de trabalho, moda, design editorial de livros e revistas, design digital u.x. e u.i., design pós-interface e design e ativismo, além de cases e perfis. Agradecimentos especiais aos professores que conduziram essas conversas: Gisela Schulzinger, Antonio Rabàdan, Daniel Trench, Vilma Vilarinho e Charlley Luz. Participaram da proposta das pautas os alunos Anna Clara Carnielli Oliveira, Isabela Brasil Monteiro, Julia Rocha Isidoro Oliveira, Lucca Gomes da Silva Conversano e Sofia Avellar Gomes de Oliveira. Eles também foram os responsáveis pela atualização do projeto gráfico.

Revisamos o projeto gráfico com o objetivo de fortalecer legibilidade e leiturabilidade, adotando uma composição tipográfica mais rigorosa e trabalhando o branco das páginas para valorizar as imagens.Na direção de arte, apropriamo-nos do universo gráfico do hip-hop, inspirados pela exposição HIP-HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break, em cartaz no Sesc 24 de Maio –um dos destaques desta edição.

A proposta integra capa e aberturas, atravessando toda a revista, tendo como elementos unificadores o amarelo e as retículas gráficas. A paleta nasce das cores saturadas das tintas de spray do graffiti, enquanto as retículas remetem aos pontos da impressão. 

Uma das evidências que a exposição ressalta é o legado que herdamos dessa cultura. Mesmo quem não viveu ou não se identifica diretamente com seus códigos –música, filmes, clipes, moda, visualidade, gírias, ídolos– está atravessado por graffiti, pixo, streetwear, por um som ou outro. Para nós, designers, seu léxico visual é incontornável: letras caligráficas e distorcidas, cores vibrantes e gradientes, texturas urbanas (lambe-lambe, spray, sujeira, ruído, xerografia, incorporação do erro). A metodologia punk britânica do d.i.y .-Do It Yourself encontra nossa tecnologia da gambiarra; a apropriação, a mestiçagem e o remix se mostra em nosso corta e cola antropofágico, muito antes do copy/paste.

O resultado é uma profícua produção de autopublicações, cartazes de protesto, lambes. Uma fúria represada em resposta aos cânones racionalistas do design europeu. Esse movimento possibilitou a valorização das embalagens e tipografias vernaculares, da cultura popular, do mestre-artesão e de sua comunidade. O que encontramos é uma produção cultural multifacetada, contemporânea e tecnicamente sofisticada, que reconhece contexto, território e outras cosmovisões. É a força da periferia rompendo o asfalto, a partir da estação São Bento.

Por fim, propusemos aproximar a natureza da revista à do hip-hop: seu potencial para catalisar transformações sociais, ser manifesto, desafiar o status quo, funcionar como plataforma de discussões e insuflar novas ideias. Para ser presença, resistência e utopia.

Salve Klaxon, Senhor, Realidade, PifPaf, Opinião, Módulo, Pasquim, Bizz, Caros Amigos, Ocas, Cult, Recorte, AzMina! Vida longa à revista, à &Design!

DESIGN QUE CONSTRÓI OS NEGÓCIOS DO FUTURO

O curso de Design da espm forma profissionais capazes de unir criatividade, inovação e atuação estratégica. Nosso bacharelado de 4 anos prepara o estudante para navegar com efetividade pelas intensas transformações do mundo contemporâneo.

A formação oferecida pela espm aborda o design em toda a sua amplitude: identidade visual, u.x. / u.i., tipografia, embalagens, branding, design digital e de serviços, entre outras áreas de crescente importância na economia criativa. Mais do que uma formação técnica, o curso desenvolve pensamento crítico, repertório cultural e visão empreendedora. Na espm, o design caminha junto com a inovação e a estratégia, fortalecendo a capacidade de transformar ideiasem valor para pessoas, marcas e negócios.

Com um currículo interdisciplinar e flexível, o curso oferece minors que permitem aprofundar a formação em áreas como Fashion Design, Concept Product Design e Digital Product Design. Ou seja: além de uma sólida formação em Design Estratégico, o estudante da espm pode, dentro de seu curso, trilhar caminhos que melhor representem seus interesses.

 

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